quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Delphi está morto?

Quem já viu o Delphi XE sabe: NÃO.

Na minha humilde opinião, morto está quem conhece ou usa uma linguagem só ou um ambiente só independente de qual seja, pois não consegue traduzir sua própria lógica e maneira de pensar para um produto ou artefato caso não saiba fazer na linguagem que ele conhece.

A melhor e mais rápida ferramenta de benchmark de DNS que eu já vi na minha vida era feita em assembly por um cara que fazia TUDO em assembly por hobby.

A linguagem que mais respeito, e é imortal sem dúvida é o C++. Mas eu não sou bom de C++, confesso.
A minha linguagem do coração, a qual eu mais manjo, é Delphi.

Se hoje eu estou pesquisando e aprendendo outros ambientes além do Delphi, como Java, C#, Python, Ruby, Prism e Lazarus não é porque esteja abandonando o Delphi, mas sim porque o Delphi acabou ficando caro demais pro meu bico, e todas essas outras linguagens que citei, inclusive o Prism, tem opções open-source.

Eu gosto de open-source não apenas por ter um custo menor mas por ter uma filosofia atraente. As vezes pode ser mais difícil atingir o mesmo objetivo, mas as recompensas e o aprendizado é maior porque ela te obriga a trabalhar com boas práticas desde o começo.

Não aceito críticas ao Delphi feitas por anônimos, a não ser que esses anônimos dêem a cara a tapa e mostrem um blog técnico que seja melhor que o meu, e pelo menos um artigo publicado em qualquer veículo impresso.

Se quem criticar o Delphi for um programadorzinho rad de VB6, VB.net ou C# ignoro, se for um programador Java amante de Design Patterns e POO ou um veterano do C++ que saiba fazer drivers de dispositivo em linux eu posso dar ouvidos, e respeito. Mas acho muito difícil um bom programador criticar qualquer linguagem a troco de nada. Quem critica uma linguagem, IDE ou ambiente é no mínimo um iniciantezinho arrogante.

Delphi é baseado em Pascal, que foi criado por Niklaus Wirth com fins didáticos. Isso não tem como morrer, uma linguagem de programação altamente produtiva com um apelo didático. Quem conhece o trabalho de Niklaus Wirth sabe do que estou falando.

Geralmente, preste bastante atenção, quem critica o Delphi nos blogs e fóruns por aí mal sabe escrever direito.

Nos vemos no Delphi Meeting!

18 comentários:

  1. Concordo plenamente com cada asserção sua, principalmente em se tratando do preço, penso que passou da hora da Embarcadero seguir a tendência e disponibilizar um Delphi minimalista complementando com uma webstore para comprarmos os componentes que precisamos, acho que uso menos de 10% dos componentes nativos do Delphi, o que uso mais mesmo são componentes de terceiros.

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  2. Muito legal a idéia do webstore de componentes, seria realmente pioneiro na área de IDE's. Já imaginou? Uma Delphi App Store no estilo da App store da apple ou o android market? Você poderia instalar um componente novo com apenas um clique e atualiza-lo automaticamente caso se atualize o Delphi.

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  3. Parabéns pelo excelente post!. Sou "delpheiro" de carteirinha.

    A ideia da WebStore é excelente .. Manda pro Andreano Lanusse.

    Abraços;

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  4. Infelizmente acho que isso está bem longe de ocorrer se você levar em conta que a Embarcadero não vende nem o proprio Delphi online. Alias não vende nada online, pra comprar você tem que entrar em contato. E nada de parcelamento. Pagamento só a vista, em plena era do e-commerce. Isso sim é o fim da picada.

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  5. Nem preciso falar nada, está corretíssimo.

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  6. Muito bom hein. Trabalho com Delphi7 faz 4 anos e não me arrependo de usar. Agora procuro o Java pra aprender mesmo.

    falou

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  7. Uso Delphi desde de sua primeira versão (4 disquetes na época...) Pro Delphi voltar a alavancar de vez seria necessário levar o desenvolvimento O.O. mais aplicado: Um bom framework ORM (pra programarmos O.O. desde as regras de negócio), melhorar o suporte de databinding de objetos, fazer um upgrade geral na VCL (a lá WPF), favorecer (disseminar) boas práticas (uso de MVC, MVP, teste unitário, injeção de dependência e outros) com exemplos reais. É possível vc mesmo criar seu framework ORM no Delphi? Sim, até temos alguns, mas ainda é trabalhoso fazer a apresentação desses dados na VCL. Você pode fazer seu framework de databinding, pode fazer, mas e o custo? Tempo é $. Então eu acredito que a Embarcadero deveria investir mais nessas estruturas e não apenas exaltar do RAD. Porque montar algo arrastando e clicando, qualquer um monta. Mas seguir boas práticas é muito difícil, falta apoio. Vá em qualquer evento Delphi e pergunte quem faz teste unitário pra ver.

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  8. Bons programas se fazem com qualquer linguagem se você tiver conhecimento e tempo. Até com linguagens com nenhum recurso além do compilador.

    Gostaria de criar um outro tópico para apontarmos problemas e dificuldades REAIS no delphi, e o que cada um de nós faz para contorná-los, bem como o que gostaríamos de mudar/melhorar no Delphi.

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  9. PessoAll, criei o post: O que você melhoraria no Delphi? http://blog.vitorrubio.com.br/2011/02/o-que-voce-melhoraria-no-delphi.html

    mimimimi's de Delphi tem bugs serão sumariamente trollados.

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  10. Assembler, Basic, VB, Dbase, Clipper, C, Turbo C, Pascal, Turbo Pascal, Delphi, C#... .Net... Não importa a linguagem: Os fins justificam os meios! Usei todas e as uso se for necessário ou conviniente. Parabéns!

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  11. Acredito que certas linguagens nascem com um melhor conceito(DNA) que outras e vale apena discutir. Mas é importante que cada um aponte, ilustre e dê exemplo do que está falando.
    Eu que não sou expert em nenhuma das linguagens quero é mais ouvir o discurso mais lógico e mais didático.
    Saúde a todos!!!

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  12. Olá pessoal... Excelentes comentários, pois trabalho com entusiastas C#, JAVA e outras. Cada um com seu motivo para "esculhambar" o delphi. Só que o delphi esta mais vivo que nunca...
    Acompanhei a versão beta do Delphi XE2 e os recursos e as novidades são fantásticas, cito alguns: dataBinding, desenvolvimento OS e iOS com framwork FireMonkey, já tem um App Store da Embarcadero o AppWave, tem uma versão por 199,00 (acho que em dólares)... Passem no site da Embarcadero, pois estão ocorrendo diversas palestras no Brasi. Ah... além de tudo a Embarcadero esta com filial no Brasil. A Embarcadero sabe do potencial de seus clientes brasileiros e esta investindo por aqui...

    E os endusiastas C#, JAVA e outras? estão domesticados... rsrsrs

    Pois eu estou trabalhando para mostrar o potencial Delphi XE em minha empresa...

    Abraços e Vitor Rubio, parabéns pelo blog...

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  13. Não sei si sou um programadorzinho ou um veterano como o amigo menciona, tenho 18 anos de programacao onde comecei com Clipper,Delphi(3,4,5,7,2010), PocketStudio(PalmOS),Java(Android) e C#(Mobile).
    Meus aplicativos comercial desktop são todos em Delphi, mas estou migrando para o c#, motivo:

    O motivo inicial foi quando instalei o DelphiPrisma que roda em cima do C#(Decepção total).
    Mas vejo o Delphi chegando a um certo final, devido a venda da empresa para outras e depois para outra e assim vai, com isso o foco que a empresa tinha com o desenvolvedor sumiu, quando comecei mesmo sem internet conseguíamos muitos livros, cursos, apostilas, hoje nas faculdades nao existe materia de desenvolvimento em base Delphi, somente JAVA ou C#, com isso não temos mais desenvolvedores, esta voltando aos primor-dez onde a empresa tem que fazer o seu profissional, nao consegue achar pronto.
    Na minha visao o Delphi ja perdeu e vem perdendo muito espaço por falta desses profissionais, vejo muito si falar em JAVA, esta na moda, mas tambem não vejo futuro como ferramenta de uma Soft-House devido a morosidade do desenvolvimento.
    A grande prova da falta de credibilidade que o Delphi vem tendo são as grandes empresas de componentes que tambem estao mingrando, uma prova e a DevExpress, procure tutorial componente para Delphi e C#.
    Creio que o Delphi parou no tempo com a explosao do Mobile, onde os desenvolvedores de Delphi foram obrigados a conhecer o C# para poder entrar no mercado mobile, o Prisma veio tarde demais tentar recuperar um espaço que perdeu e emulando o C# ate mesmo em seu codigo.

    Posso ate esta errado, as a experiencia em Clipper e PocketStudio, 2 ferramentas mortas por falta de investimento, não me deixa pensar diferente.
    Fabricio Almeida

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    1. Então Fabricio. Delphi sempre será minha linguagem preferida. E a escolhida em uma série de situações onde necessita-se de uma linguagem compilada.
      No entanto, no meu trabalho hoje estou migrando para C#. Não é só pela falta de profissionais ou material de Delphi, pois o material disponível é rico. Mas o material sobre C# é ainda mais vasto, programadores são facilmente encontrados, toda a API da Microsoft muito bem documentada, e a linguagem é fácil. O Garbage collector ajuda muito.
      Programadores de linguagens derivadas de C, como C++ e Java torciam o nariz para Delphi, mas respeitam o C#, e hoje podemos ver uma série de ferramentas portadas de outras linguagens para C#, como é o caso do nHibernate (Hibernate do Java) e o IKVM (API do Java reescrita em C#) que te permite recompilar qualquer biblioteca para Java em C# com poucas alterações de código.
      O problema não é credibilidade, mas velocidade de desenvolvimento e mercado. O Delphi conseguiu ter generics quando todas as outras linguagens já tem mais do que isso: lambda expressions por exemplo.
      Discordo do que você disse a respeito do Prism. O prism não Emula o C# nem roda em cima do C#. Assim como qualquer linguagem compliante com o .Net, o prism é uma linguagem independente, mas que usa todo o .net framework e é traduzido para uma linguagem intermediária (IL) antes de ser de fato compilado.
      O mesmo processo acontece com todas as linguagens do ambiente .net: VB, C#, F#, IronPython, IronRuby: todas elas são compiladas primeiro para IL e depois para seu formato binário, e rodam dentro do .net framework (gerenciado). No entanto o prism tem o visual studio como seu IDE. O que não é ruim. Você se acostuma. Existe no prism uma ferramenta de tradução de C# para Oxigene e vice-versa, mas qualquer linguagem compliante com o .net poderia ser facilmente traduzida para qualquer outra.
      Entretanto entre usar Prism, que é um pascal distorcido com muitas impurezas, prefiro o C#, que é uma linguagem moderna e (quase) original.
      Lógico que linguagem, para o programador, é como religião, e um dia eu já fui muito fundamentalista a favor do Delphi.
      Mas os tempos mudaram, os paradigmas, processadores e demandas também. Hoje em dia uma linguagem compilada continua sendo mais rápida que uma interpretada ou compilada em runtime, mas não é aí que está o gargalo. E sua velocidade de desenvolvimento aumenta com uma ferramenta mais moderna.
      Com relação ao que você disse referente ao Clipper e ao PocketStudio. O Clipper eu cheguei a usar, e francamente ele "morreu" porque chegou a hora de ele morrer. Ele já não estava mais na era dele. Entretanto ele continua vivo com muitos softwares de frente de caixa, pdv e farmácia feitos em clipper e hoje evoluindo e sendo compilados através do XHarbour. Interessante isso, eles não morrem nem são substituídos ou re-desenvolvidos.
      Já o pocketstudio morreu por causa da morte do PalmOs em si. Mas para mobile, se o desenvolvimento não for web, então a melhor ferramenta sempre será a que usa a linguagem e apis nativas, como o Java para Android, o Objective-C para IOS ou o C# para windows 8.
      O que não pode acontecer é o programador morrer junto com a ferramenta.

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  14. Este comentário foi removido pelo autor.

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  15. Sabe o que eu estou vendo? Estou vendo tecnologias novas surgirem, como node.JS (linguagem, compilador/interpretador e webserver todo baseado em javascript), ferramentas que traduzem ou interpretam uma linguagem em cima de outra, como scripts feitos em javascript que mudam a sintaxe do javascript em si para rodar scripts feitos em outras linguagens (como coffescript) e bancos de dados noSql. E sabe quem conhece e sabe trabalhar com essas ferramentas? Moleques de 16 a 22 anos. Nós programadores de 30 anos somos tiozões, e os de 40, do clipper e cobol, vovôs.
    Só que essa molecada não tem muita experiência em análise, modelagem de dados, negócio, etc... Isso torna bem difícil encontrar bons profissionais hoje em dia.
    A chave para continuar "em forma" no ramo da programação é se renovar. Tire um certificado em uma nova linguagem, comece um curso de outra, e faça um projetinho simples em outra, para conhece-la.

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  16. O meu primeiro contato com Delphi foi em Outubro de 1995 ! Era chamado de VBKiller pela Borland ! Acho que foi aí que começou o problema todo. Era uma cultura de quem era melhor, e a Borland sempre instigando essa problemática.

    O tempo foi passando eu me certifiquei pela Borland, virei instrutor e via cada vez mais um descaso. Nas apresentações da própria Borland era vergonhoso, principalmente nos workshops de JBuilder, onde metiam o pau no Delphi (sim a Borland Latin America !).

    Pra mim mataram o Delphi quando passaram para Embarcadero. Eu prefiro nem comentar muito, me dá angústia só de pensar.

    Mas eu nunca desenvolvi em uma linguagem tão agradável. É simplesmente espetacular.

    A verdade é que uma linguagem não define nada, mas sim a estrutura que a recebe. Na teoria a linguagem só traduz, cada um escolhe a sua, simples. Mas o modismo, o descaso, o mercado, a ganância humana é capaz de acabar com qualquer coisa boa ou ruim.

    É uma pena que hoje a ferramenta/linguagem esteja em mãos erradas. Só podemos lamentar.

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    1. Carlos, sinceramente, eu não lamento. É o ciclo natural das coisas.
      Essa aparente "queda" do Delphi me fez expandir os horizontes com relação a outras linguagens e me fez ver que há sim outras linguagens "espetaculares". Além disso duas coisas boas podem acontecer a partir dessa estagnação:
      1) A Embarcadero pode a qualquer momento sentir o impacto do mercado e resolver evoluir a ferramenta e mudar de estratégia de marketing, soltando no mercado um Delphi muito melhorado e com um suporte forte. Se isso não ocorrer ...
      2) Agora ferramentas open-source como Lazarus terão sua chance de crescer, e um maior apoio da comunidade de ex-delpheiros.

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